A avaliação tradicional de funcionários está sendo cada vez menos utilizada nas empresas

Especialistas afirmam que, cada vez mais, aumenta a percepção de que os processos tradicionais de RH não funcionam bem. A forma de realizar promoções, demissões, concessão de bônus e de treinamentos está sendo questionada e modificada nos últimos anos.

Um exemplo disso, é a subsidiária brasileira da General Electric, que está substituindo um processo repetido ao longo de quase 50 anos: a avaliação tradicional de desempenho, que contava com o preenchimento de um questionário sobre a atuação dos colaboradores durante o ano e o feedback do chefe. A empresa começou aplicando um novo formato de avaliação com um grupo de aproximadamente 7000 funcionários, que visa manter diálogos ao longo do ano sobre as suas carreiras.

Ana Lucia Caltabiano, vice-presidente de recursos humanos da GE para a América Latina, afirma que a empresa está “estudando um modelo de cocriação da carreira, com um processo mais fluido e dinâmico”.

Ainda, a psicóloga e consultora Eva Hirsch Pontes afirma que a empresa está “estudando um modelo de cocriação da carreira, com um processo mais fluido e dinâmico”.

Na última década vem aumentando a insatisfação com os processos tradicionais, porém as empresas ainda não sabiam ao certo como substituir estes modelos.

Por isso, grande parte das mudanças dos modelos tradicionais busca tornar as conversas mais frequentes e deixar a hierarquia menos rígida. Já que atualmente, muitas empresas dão abertura para que o funcionário também avalie seu chefe.As mudanças já começaram e, nos últimos anos, as empresas buscam se adequar a novos formatos até encontrar o modelo ideal.

Além disso, a Diretora Mariana Neves da KZ, evidencia que o novo formato que vem sendo utilizado, a Avaliação Personalizada por Competências, apresenta as competências essenciais dos cargos alinhados com os da organização. Assim, pode-se perceber como as competências estão sendo utilizadas, da mesma forma, que o líder poderá auxiliar no desenvolver dos talentos, estimulando o engajamento e aumento nos resultados da empresa. Assim, o resultado obtidos poderão suprir algumas lacunas da avaliação de desempenho.

Estas novidades nos processos são vistas pelo mercado como uma mudança estrutural e não um modismo. Observamos que as empresas buscam inovação, velocidade e simplicidade, como parte de uma mudança da cultura da empresa. A convicção entre grandes empresários é que realmente algumas práticas ficarão no passado.